MHC

From Medwiki

Hoje vamos falar um pouco sobre as moléculas de MHC, que é o Complexo Principal de Histocompatibilidade. Não entraremos muito no quesito importância do MHC em transplantes. Apesar de ter sido assim que foram descobertas, no papel delas no mecanismo de aceitação e rejeição de transplantes. Falaremos de como elas serão expressas nas células, e principalmente, de sua importância na apresentação de antígenos para os linfócitos T. Como já sabemos, linfócito T não reconhece antígeno sozinho. Só reconhece antígenos quando eles são apresentados por moléculas de MHC na superfície de células apresentadoras de antígenos.

Essas moléculas do Complexo Principal de Histocompatibilidade foram descobertas através daqueles mecanismos de aceitação e rejeição dos transplantes. São como que impressões digitais das nossas células, cada individuo expressa um repertório de moléculas de MHC em suas células. Quanto mais próximo o parentesco entre os indivíduos, maior a probabilidade de existir semelhança entre as moléculas de MHC dessas pessoas. Quando há necessidade de um transplante, procura-se sempre pessoas com parentesco próximo ao do receptor, porque há maior chance das moléculas de MHC serem parecidas. Elas são expressas por vários tipos celulares. No caso do MHC de classe 1, por todas as nossas células nucleadas, somente as hemácias não expressam o MHC de classe1. E as moléculas de MHC 2 são expressas por células apresentadoras de antígenos, porque aí entrará uma segunda função para as moléculas de MHC que é a de apresentar antígenos protéicos para os linfócitos T.

Esse complexo, é um complexo de gens localizados no cromossomo 6 de humanos e 17 de camundongos. Vão codificar as moléculas de MHC. Ao contrário do que acontece com imunoglobulina e com TCR, a geração do MCH não é por segmentos gênicos que recombinam entre si formando a proteína. São vários gens, o complexo é poligênico. São expressos nas células, não existe recombinação.

Então, vejamos como aconteceria o processo da rejeição ou aceitação. Se faço um enxerto (um pedaço de pele, por exemplo) num indivíduo que possua um tipo de MHC que chamaremos de A, se transferir para um indivíduo que apresenta o mesmo tipo de MHC expresso na sua célula, esse enxerto será aceito, não haverá rejeição, o enxerto será tolerado. Se fizermos a transferência de um enxerto de indivíduo de MHC do tipo A para um que possua outro tipo de MHC, esse enxerto será rejeitado. As células do nosso corpo simplesmente reagem às células do enxerto, matam aquelas células e o enxerto é destruído. E se esse mesmo indivíduo receber novamente um transplante de um outro indivíduo não compatível, onde também não existe compatibilidade entre moléculas de MHC, esse enxerto será rejeitado mais rápido ainda, porque nesse primeiro processo de transferência já houve a sensibilização das células, já montou uma resposta adaptativa que vai eliminar o enxerto mais rápido ainda, e se pegarmos esse mesmo indivíduo que tem o MHC do tipo B, transferir células de um indivíduo MHC do tipo B que já recebera transplante e já rejeitou e enxertou no primeiro? A resposta vai ser tão rápida quanto a se ele mesmo já tivesse recebido. Isso tudo, para mostrar que as moléculas de MHC expressas na superfície das nossas células determinam se indivíduos são compatíveis entre si ou não. Quanto maior o parentesco, maiores as chances desse transplante não ser rejeitado. Repetindo, as moléculas de MHC são expressas na superfície das células, existindo 2 tipos, MHC de classe 1 e MHC de classe 2. Funcionalmente, a principal atividade delas será a apresentação de antígenos. Elas apresentaram nas fendas da superfície externa da molécula de MHC onde vão se ligar peptídeos que os linfócitos T devem reconhecer.

No caso da molécula de MHC1, ela é formada por uma cadeia alfa, contendo 3 domínios (alfa1, alfa2 e alfa3). Essa cadeia alfa está inserida na membrana da célula, se associa a uma proteína chamada de Beta2 microglobulina, uma proteína que não está ancorada na membrana, só está ligada a essa cadeia alfa, isso tudo forma a molécula de MHC de classe1. Esse sítio externo é o sítio de ligação dos peptídeos, que é justamente o complexo que o linfócitos T vai reconhecer através do TCR. Já a molécula de MHC2, as duas cadeias que compõe essa molécula estão inseridas na membrana. Existe uma cadeia alfa, com dois domínios apenas, e uma cadeia Beta também com dois domínios, ambos inseridos na membrana. A associação dessas cadeias forma um sulco, uma fenda onde o antígeno vai se ligar e poderá ativar o linfócito T.

São vários os gens responsáveis pela expressão dessas moléculas, dizemos que o complexo MHC é poligênico, não será apenas um gen que irá codificar essas proteínas, são vários gens expressos ao mesmo tempo. Não pode ser confundido com rearranjo de segmentos gênicos na formação do TCR e da imunoglobulina, são vários gens que os indivíduos expressam que são traduzidos e transcritos em moléculas de MHC que os indivíduos expressam . Em camundongos o MHC é chamado de H2, em humanos é chamado de HLA (Antígenos de leucócitos Humanos) que é como as moléculas de MHC formam descobertas. Como proteínas presentes nas células que iriam acabar gerando a rejeição de transplantes. Então, elas são consideradas antígenos de leucócitos humanos. É poligênico porque vários gens codificam proteínas. No caso do MHC de classe 2 , são 3 genes (DP, DQ e DR- alfa e beta) , já que o MHC de classe 2 tem cadeias alfa e beta. O MHC de classe 1 é codificado por 3 genes (P, C e A), gerando HLA -P, HLA-C e HLA-A. Não existe a expressão de um ou outro, todos os genes são expressos nas células. Também para deixar bem claro a diferença entre TCR e imunoglobulina, durante o desenvolvimento do linfócito B ou do Linfócito T existe um rearranjo gênico que vai gerar um receptor de determinada especificidade por aquelas enzimas, RAG-1 e RAG-2, ou seja, cada linfócito B ou T apresenta um BCR e TCR com especificidade única . No caso do MHC, ele é altamente variável, mas a especificidade do MHC não é única para cada célula, cada célula expressa várias moléculas de MHC que são capazes de ligar diversos peptídeos diferentes. Resumindo, a molécula de MHC é expressa por vários genes, por isso é que dizemos que ela é poligênica

Para entender o número possível de variações na molécula de MHC, ou seja, peptídeos que as moléculas de MHC podem ligar. Dizemos que as moléculas de MHC além de poligênica, é polimórfica. Além de possuir vários genes, cada gene é polimórfico, ou seja, podem ter vários alelos . No caso do MHC de classe 2, DP, DQ, DR cada um tendo alfa e beta, cada gen desse pode ter vários alelos. Por exemplo, o gene do MHC 2 que codifica a cadeia beta do tipo DR pode apresentar mais de 240 alelos diferentes. A mesma coisa para o MHC1. A única exceção é a cadeia alfa do tipo DR que é monomórfica e só tem um tipo possível. A mistura da poligenia com o polimorfismo é que mostra o quanto variável as moléculas de MHC são entre os indivíduos. A poligenia diz que eu tenho 3 genes possível para uma molécula de MHC1. Não é um ou outro, logo, uma célula pode expressar 3 tipos de moléculas de MHC1. NO polimorfismo, o mesmo gene tem dois alelos, a expressão desses alelos é codominante, sendo assim, os dois alelos são expressos. No final de tudo, essa célula terá 3 MHC do tipo um possíveis , sendo que cada um com dois alelos. Quantas moléculas de MHC possíveis uma célula apresentará? 6. Essas moléculas serão iguais de pessoa para pessoa? não. Um pode expressar o alelo 205 e outro o alelo 13, e assim, a variabilidade dentro da população foi gerada. Essa variabilidade da molécula está presente, principalmente, no sítio de ligação aos antígenos, aos peptídeos que serão apresentados aos linfócitos T.

A molécula de MHC é uma proteína, MHC 1 e MHC 2. E quando vamos olhar o gráfico de variabilidade dos aminoácidos que compõe essa proteína, assim como para imunoglobulina e TCR, existem regiões de maior variabilidade, e é justamente nesse região onde o pico de variabilidade é maior, que é o sítio de ligação do antígeno. Tanto para o MHC de classe 1, quanto para o de classe 2. E na estrutura tridimensional do MHC esse pontos altamente variáveis estão nas fendas onde o antígeno irá se ligar.

No caso da molécula de MHC1, ela é formada por uma cadeia alfa, contendo 3 domínios (alfa1, alfa2 e alfa3). Essa cadeia alfa está inserida na membrana da célula, se associa a uma proteína chamada de Beta2 microglobulina, uma proteína que não está ancorada na membrana, só está ligada a essa cadeia alfa, isso tudo forma a molécula de MHC de classe1. Esse sítio externo é o sítio de ligação dos peptídeos, que é justamente o complexo que o linfócitos T vai reconhecer através do TCR. Já a molécula de MHC2, as duas cadeias que compõe essa molécula estão inseridas na membrana. Existe uma cadeia alfa, com dois domínios apenas, e uma cadeia Beta também com dois domínios, ambos inseridos na membrana. A associação dessas cadeias forma um sulco, uma fenda onde o antígeno vai se ligar e poderá ativar o linfócito T.

São vários os gens responsáveis pela expressão dessas moléculas, dizemos que o complexo MHC é poligênico, não será apenas um gen que irá codificar essas proteínas, são vários gens expressos ao mesmo tempo. Não pode ser confundido com rearranjo de segmentos gênicos na formação do TCR e da imunoglobulina, são vários gens que os indivíduos expressam que são traduzidos e transcritos em moléculas de MHC que os indivíduos expressam . Em camundongos o MHC é chamado de H2, em humanos é chamado de HLA (Antígenos de leucócitos Humanos) que é como as moléculas de MHC formam descobertas. Como proteínas presentes nas células que iriam acabar gerando a rejeição de transplantes. Então, elas são consideradas antígenos de leucócitos humanos. É poligênico porque vários gens codificam proteínas. No caso do MHC de classe 2 , são 3 genes (DP, DQ e DR- alfa e beta) , já que o MHC de classe 2 tem cadeias alfa e beta. O MHC de classe 1 é codificado por 3 genes (P, C e A), gerando HLA -P, HLA-C e HLA-A. Não existe a expressão de um ou outro, todos os genes são expressos nas células. Também para deixar bem claro a diferença entre TCR e imunoglobulina, durante o desenvolvimento do linfócito B ou do Linfócito T existe um rearranjo gênico que vai gerar um receptor de determinada especificidade por aquelas enzimas, RAG-1 e RAG-2, ou seja, cada linfócito B ou T apresenta um BCR e TCR com especificidade única . No caso do MHC, ele é altamente variável, mas a especificidade do MHC não é única para cada célula, cada célula expressa várias moléculas de MHC que são capazes de ligar diversos peptídeos diferentes. Resumindo, a molécula de MHC é expressa por vários genes, por isso é que dizemos que ela é poligênica.

Para entender o número possível de variações na molécula de MHC, ou seja, peptídeos que as moléculas de MHC podem ligar. Dizemos que as moléculas de MHC além de poligênica, é polimórfica. Além de possuir vários genes, cada gene é polimórfico, ou seja, podem ter vários alelos . No caso do MHC de classe 2, DP, DQ, DR cada um tendo alfa e beta, cada gen desse pode ter vários alelos. Por exemplo, o gene do MHC 2 que codifica a cadeia beta do tipo DR pode apresentar mais de 240 alelos diferentes. A mesma coisa para o MHC1. A única exceção é a cadeia alfa do tipo DR que é monomórfica e só tem um tipo possível. A mistura da poligenia com o polimorfismo é que mostra o quanto variável as moléculas de MHC são entre os indivíduos. A poligenia diz que eu tenho 3 genes possível para uma molécula de MHC1. Não é um ou outro, logo, uma célula pode expressar 3 tipos de moléculas de MHC1. NO polimorfismo, o mesmo gene tem dois alelos, a expressão desses alelos é codominante, sendo assim, os dois alelos são expressos. No final de tudo, essa célula terá 3 MHC do tipo um possíveis , sendo que cada um com dois alelos. Quantas moléculas de MHC possíveis uma célula apresentará? 6. Essas moléculas serão iguais de pessoa para pessoa? não. Um pode expressar o alelo 205 e outro o alelo 13, e assim, a variabilidade dentro da população foi gerada. Essa variabilidade da molécula está presente, principalmente, no sítio de ligação aos antígenos, aos peptídeos que serão apresentados aos linfócitos T.

A molécula de MHC é uma proteína, MHC 1 e MHC 2. E quando vamos olhar o gráfico de variabilidade dos aminoácidos que compõe essa proteína, assim como para imunoglobulina e TCR, existem regiões de maior variabilidade, e é justamente nesse região onde o pico de variabilidade é maior, que é o sítio de ligação do antígeno. Tanto para o MHC de classe 1, quanto para o de classe 2. E na estrutura tridimensional do MHC esse pontos altamente variáveis estão nas fendas onde o antígeno irá se ligar.

O fato das moléculas de MHC serem altamente variáveis entre os indivíduos faz com que a população não seja sempre suscetíveis a um mesmo antígeno. Se não ocorreria uma epidemia que dizimaria toda a população. Então, essa variabilidade levará também a isso, os indivíduos de uma população são diferentemente suscetíveis a um determinado antígeno. Cada um comporta uma determinada coleção de moléculas de MHC que serão capazes de apresentar determinados antígenos. Além das células apresentadoras de antígenos, quem mais apresenta moléculas de MHC de classe 2? O que me adianta ter na periferia um monte de células apresentando o MHC de classe 2, se não há linfócitos T CD4 maduros? No timo, acontece a seleção positiva, que é mediada pelas células do estroma tímico, além das células apresentadoras de antígeno, células do epitélio tímico também tem que expressar MHC 2. Se não, não há maturação de linfócitos T CD4.

Agora vamos entrar na ativação propriamente dita. A molécula de MHC é expressa na superfície da célula apresentadora de antígeno associado a um antígeno. Se não houver associação do MHC, de classe 1 ou 2 com o antígeno, ele não fica estável na membrana da célula. Ele não consegue nem migrar para a superfície da célula. Caso ele escape e migre, ele é super instável e aí é degradado e internalizado novamente. Quando expressas, são expressas na superfície e vão ativar linfócitos T através do TCR. Durante esse reconhecimento, o TCR não interage somente com o antígeno, interage também com sítios do MHC. Por isso que durante a seleção, os linfócitos T que não são capazes de reconhecer moléculas de MHC das nossas células são deletados. Porque na periferia, na hora da ativação, esse TCR irá interagir com o antígeno e com porções do MHC das nossas células. Por isso que existe a restrição ao MHC . Molécula de MHC1 interagem com lifócitos TCD8, o CD8 assim como CD4 são chamados de co-receptores. Eles estão juntos na superfície do linfócitos T, juntos, no sentido de que além do TCR, existem moléculas CD8. E são chamadas co-receptores porque elas vão interagir com porções invariáveis da molécula de MHC. A molécula de MHC está lá na superfície da célula apresentadora de antígeno, tem aquela fenda através da qual irá apresentar antígeno para o linfócitos T e tem as porções que são constantes na molécula de MHC independente de quem sejam. As regiões variáveis são codificadas por aqueles genes polimórficos e as porções invariáveis são comuns a todos os indivíduos, e é isso que o co-receptor CD4 e CD8 reconhece. Independente do antígeno que esse MHC está apresentando, esse co-receptor irá reconhecer sítios constantes só para confirmar que um linfócitos T CD8 irá interagir com os de classe 1 e o T CD4 com o de classe 2. Além disso, essa ligação dará mais estabilidade ao complexo, fazendo com que a sinalização seja ainda mais eficiente. Então existe a interação da molécula de TCR com o MHC, esse reconhecimento não é restrito só ao antígeno , o TCR também interage com a molécula de MHC e paralelo a isso, os co-receptores interagem com as porções invariáveis da molécula de MHC. As moléculas de MHC 1 e 2 são capazes de ativar sub populações diferentes de anticorpos . As moléculas de MHC de classe 1 ativam o CD8 , que são eficazes contra infecções virais, tumores casos em que a principal função é destruir a célula inteira. Então, as moléculas de MHC de classe 1 são capazes de apresentar antígenos que estejam dentro das células, mas não dentro de vesículas, citoplasmáticos. Todas as nossas células apresentam o MHC de classe 1 porque todas as células podem ser infectadas por vírus, então todas as células possuem moléculas de MHC de classe1 e apresentam peptídeos virais para os linfócitos T CD8. E o MHC de classe 2, que tipo de células eles são capazes de ativar? Linfócitos T CD4, e eles são eficazes contra o que? Do tipo Th2 é eficaz na ativação dos linfócitos B que vão produzir anticorpos com ação neutralizante e opsonizante, principalmente contra bactérias extracelulares. E existe o TH1 com atividade inflamatória, ativando os macrófagos a matarem os microorganismos que tenham infectado , chamamos de Th1 inflamatório. O linfócitos B que precisa da ajuda do linfócito T CD4 Th2 como ele vai pedir ajuda a esse linfócito T? Ele vai endocitar o complexo BCR com o peptídeo, vai processar e apresentá-los para os linfócitos T CD4 Th2 para que esses linfócitos o ajudem a produzir anticorpos. A mesma coisa os macrófagos, eles vão degradar esses patógenos e apresentar via moléculas de MHC2. Linfócitos T CD4 reconhece moléculas de MHC ligadas a antígenos que ficam dentro de vesículas sejam vesículas geradas através da internalização daquele patógeno, como é o caso do linfócitos B internalizando o complexo BCR patógeno, ou outros organismos que sejam capazes de infecta outras células ficando dentro de vesículas , como é o caso da Leishmania, das micobactérias. Moléculas de MHC2 apresentam moléculas de origem vesicular para linfócitos T CD4, seja Th1, seja Th2. Seja para ativar os linfócitosB ou os macrófagos.

Vamos tentar entender como os peptídeos antigênicos, pequenos pedaços dos patógenos, vão parar na molécula de MHC na superfície da célula. A molécula de MHC1 assim como a MHC2 e qualquer outra proteína gerada na célula, elas vão ser sintetizadas e vão ficar no lúmen do retículo endoplasmático. Essas moléculas de MHC de classe 1 recém sintetizadas ficam do reticulo endoplasmático associadas a uma proteína chamada calnexicina, ela segura a molécula de MHC de classe1 enquanto elas ainda não foi carregada com peptídeo, para que vou gastar ATP e ocupar a superfície da célula se esse MHC não está apresentando um antígeno , além de tudo, isso é instável vai rapidamente sumir da membrana da célula, então, ele só sairá do lúmen quando estiver carregado, para isso, a calnexina segura a molécula de MHC recém sintetizada. A molécula de MHC 1 tem uma cadeia alfa com 3 domínios. No retículo essa cadeia alfa se associa com a cadeia beta 2 microglobulina que é comum e invariável entre moléculas de MHC. Isso tudo fica seguro no retículo endoplasmático sem ir para superfície da célula. Depois que a cadeia Beta2 microglobulina se associa à molécula de MHC1 recém-sintetizada, a calnexina larga esse complexo e quem se juntará será a calreticulina que é a segunda proteína responsável por segurar o MHC1 no retículo endoplasmático. Agora vai entrar o complexo responsável por transferir os peptídeos para essa fenda do MHC. Por enquanto, o MHC está vazio não está carregando ninguém. No que a calreticulina se liga vem o complexo TAP, formado por um heterodímero TAP1 e TAP2 e uma proteína chamada tapasina esse complexo será responsável pelo carregamento do MHC1. O complexo será responsável por fazer a passagem da proteínas recém-sintetizadas para o MHC1. Temos o MHC 1 associado a Beta2, as proteínas TAP que farão o transporte e a tapasina que nada mais é do que uma ponte que fará as proteínas entrarem na fenda do MHC. Vamos imaginar que essa célula está infectada por um vírus. A célula trabalhará para gerar proteínas virais. Essas proteínas são enormes, elas irão caber na fenda? Não, e além disso, os linfócitos T não reconhecem as proteínas inteiras. Ele reconhece pelo TCR apenas os pedacinhos que chamamos de peptídeos. Essa proteína inteira tem que ser degradada para agora sim, os pequenos peptídeos se ligarem a essa fenda, isso será feito através do complexo do proteossoma, que é uma estrutura em forma de cilindro formado por várias proteases onde as subunidades catalíticas estão voltadas para dentro do cilindro e é justamente por esse tubo que a proteína inteira passa, essas subunidades catalíticas vão degradar essas proteínas gerando então os pequenos peptídeos. Isso é feito no citoplasma, agora sim, com as proteínas clivadas, esse pequenos fragmentos através daqueles heterodímeros TAP vai ocupar a fenda do MHC de classe 1, agora esse MHC 1 associado a um peptídeo antigênico vai se soltar da calreticulina, da tapasina e do TAP e vai ser transportados como qualquer outra proteína de membrana por uma vesícula até a superfície da célula. O carregamento da molécula de MHC que sinaliza o seu transporte para a superfície da célula. E o proteossoma, só vai degradar as proteínas do vírus? Qualquer proteína que está sendo gerada no nosso citoplasma será carregada para a superfície. As células apresentadoras não apresentam apenas proteínas de patógenos, cabe aos linfócitos T, que teoricamente os auto-reativos já foram eliminados, não serem ativados com essas proteínas próprias. E esse complexo ficará um tempo na superfície da célula e depois será eliminado. As moléculas de Classe 2 vão apresentar antígenos vesiculares de patógenos que de alguma forma foram parar dentro de vesículas nas nossas células, ou por endocitose da própria célula B, que é uma célula apresentadora de antígeno. Temos o BCR, pode ser uma IgM ou IgD esse BCR se associa ao antígeno, endocita isso tudo, não fagocita. Isso é endocitose mediada por receptor. No que ele endocita, forma-se uma vesícula, isso tudo será degradado. A mesma coisa acontece quando uma Leishmania infecta um macrófago, ela ficará dentro de vesículas, e essas vesículas dependendo do estado de ativação, esse microorganismo será degradado ou não. Além disso, esse macrófago pode fagocitar uma bactéria extra-celular, ou seja, os patógeno vão parar dentro de vesículas e isso será apresentado por moléculas de MHC de classe 2. Depois que esse patógeno for fagocitado ou endocitado, o que haverá dentro dessas vesículas? Ele será degradado por enzimas proteolíticas que irão clivar esse microorganismo, principalmente proteases ácidas, porque esses endossomas se fundem com os lisossomas, e tem clivagem pelas proteases ácidas principalmente as catepsinas.

Agora veremos o que acontece com o MHC de classe 2, assim como o de classe 1, ele se encontra no retículo endoplasmático. Se ficar no retículo endoplasmático aberto livre como o MHC de classe1 começará a ser carregado com proteínas citoplasmáticas e essa não é sua função, no retículo endoplasmático está associado com cadeias invariáveis, que são cadeias que o seguram no retículo endoplasmático, quase a função da calnexina para o MHC de classe1. Além disso, tem um apêndice que irá ocupar a fenda de ligação do antígeno. Esse complexo todo está no retículo endoplasmático associado à cadeia invariável. Isso tudo, através daquele transporte que ocorre para a molécula de MHC 1 que é o transporte em vesículas para qualquer proteína que vá para a superfície da célula, ele deixará por meio de uma vesícula endocítica o retículo endoplasmático e migrará para a superfície da célula. Ainda não está com o antígeno, está com a cadeia invariável. Essa cadeia será clivada pelo mesmo mecanismo que acontece a degradação de patógenos dentro da vesículas endocíticas, as proteases ácidas irão clivar essa cadeia. Sobrará apenas um pedaço, o apêndice que está ocupando a fenda de ligação ao antígeno porque essa molécula ainda não encontrou o antígeno de ligação dela. Ela foi clivada porque não tem mais função, antes ela o prendia ao retículo. Essa próxima etapa não se sabe bem como acontece, mas o que se acredita é que exista uma fusão entre vesículas um fenômeno aparentemente normal, onde a vesícula contendo o antígeno degradado e a contendo a molécula de MHC 2 se fundem, no que isso é fundido , haverá a remoção desse pequeno fragmento que sobrou da cadeia invariável que chamamos de clip, esse será removido, e agora antígenos, pequenos peptídeos que estavam na vesícula vão entrar nessa fenda, ocupar a fenda do MHC de classe 2, tudo isso mediado por proteínas que chamamos HLADN que também é codificada no complexo MHC junto com aqueles outros genes. Essa HLADN irá remover o clip e permitir a entrada dos peptídeos gerados pela degradação dentro da vesícula endocítica e agora sim, esse complexo irá todo para a superfície.

Existe uma variabilidade enorme entre as moléculas de MHC entre diferentes indivíduos . Essa, justifica a suscetibilidade ou resistência a determinadas infecções. Isso está diretamente relacionado ao fato de que alguns indivíduos apresentam moléculas de MHC específicas para organismo tal e outro a outro organismo . Isso também se aplica ao desenvolvimento de doenças auto-imunes que é o que mais se sabe a respeito de suscetibilidade ou resistência à infecção. Alguns estudos têm mostrado que determinados alelos de MHC determinam a suscetibilidade a determinada doença. Peguemos como exemplo a esclerose múltipla . Indivíduos que apresentam o alelo 2 do DR são mais suscetíveis a essa doença, provavelmente esse indivíduo tem uma capacidade maior de apresentar antigenos (auto-antígenos) que vão desenvolver essa doença. A mesma coisa acontece com a Miastenia graves só que esse é um outro alelo só para saber como é importante o efeito dessa variabilidade sobre a suscetibilidade ou resistência às infecções. (O que mais quero que saibam dessa aula) Moléculas de MHC diferentes são capazes de ativar populações de linfócitos diferentes, principalmente de acordo com a origem desse patógeno (vesicular ou citoplasmático) e a importância dessas moléculas no processo de rejeição ou aceitação

Ferramentas pessoais
Áreas
Editar    
Outras línguas